MEU FILHO NÃO LARGA O CELULAR NEM PARA COMER; O QUE FAZER?

MEU FILHO NÃO LARGA O CELULAR NEM PARA COMER; O QUE FAZER?

“Doutor, meu filho de oito anos não larga o celular nem para comer. O que eu, mãe, posso fazer?”

As crianças têm uma capacidade muito grande de interação tecnológica. — Foto: pvproductions/Freepik
As crianças têm uma capacidade muito grande de interação tecnológica. — Foto: pvproductions/Freepik

Essa é uma questão que os pais precisam lidar com cada vez mais frequência. Atualmente, o que observamos é que as crianças, desde muito cedo, têm acesso à tecnologia. Elas são presenteadas com celulares ou tablets, por exemplo, para que possam se distrair e, muitas vezes, até “darem um sossego” para os adultos. 

Entretanto, pequenos têm uma capacidade de interação tecnológica muito grande e, muito rapidamente, a tecnologia passa a ser integrada à realidade, ao cotidiano e ao dia a dia deles. Assim, quando os pais percebem que o exagero está acontecendo, pode ser muito difícil de corrigir.

O que é recomendado?

A recomendação é que o uso da tecnologia pelas crianças seja feito com moderação e com limites muito claros. Por exemplo: explicar a elas que podem mexer no celular ou no tablet uma quantidade determinada de horas ou em momentos estipulados, que está proibido celular na mesa na hora das refeições, ao estudar ou em algumas situações em que há a presença de familiares ou amigos.

Dessa maneira, os pais conseguem limitar um pouco o uso e a criança começa a entender que o celular é sim uma possibilidade e fará parte da sua vida, mas, em certos contextos, o uso da tecnologia precisa ser limitado.

Para isso, os adultos podem utilizar uma série de argumentos, como as perdas que a criança tem quando usa muito o celular, como: 

Perde a proximidade com mãe, pai e amigos;
Deixa de fazer coisas presenciais importantes para ficar só fixado na tela do celular.
Além disso, vale contar que quem usa muito a tecnologia pode ter dificuldade de fazer atividade física, se alimentar de forma adequada e sofrer com impactos emocionais, já que os pequenos ficam muito mais expostos a tudo o que acontece nas redes sociais. 

Limites estabelecidos

Outro ponto muito importante é discutir com as crianças, desde o começo, não só quanto e quando elas podem usar a tecnologia, mas também o que podem usar.

Ajudá-las a criar filtros que vão protegê-las no futuro é essencial: o que é um site seguro e não seguro, o que evitar, qual tipo de abordagem que elas precisam ficar mais atentas e que pode trazer algum tipo de risco para as suas vidas. 

Não é uma tarefa fácil. Mas, se essa mediação for feita desde cedo, os pais, provavelmente, enfrentarão muito menos problemas relacionados a esse tema no futuro.   

Fonte: Dr. Jairo Bouer UOL.

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