Três dias após confirmar 1º caso de varíola dos macacos, RN registra mais um paciente com suspeita da doença

Três dias após confirmar 1º caso de varíola dos macacos, RN registra mais um paciente com suspeita da doença
Varíola dos macacos é semelhante à varíola que já foi erradicada, mas menos severa e menos infecciosa. — Foto: SCIENCE PHOTO LIBRARY/BBC/via G1
Varíola dos macacos é semelhante à varíola que já foi erradicada, mas menos severa e menos infecciosa. — Foto: SCIENCE PHOTO LIBRARY/BBC/via G1

Três dias após confirmar o primeiro caso de varíola dos macacos, o Rio Grande do Norte registrou mais uma notificação de paciente com suspeita para a doença nesta segunda-feira (4), segundo informou a Secretaria Estadual de Saúde.

O novo caso suspeito foi notificado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde e está sendo acompanhado pela Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige).

O paciente de 34 anos mora em Natal e tem histórico de viagem recente à Europa, com passagem por Inglaterra, Portugal e Espanha.

Ainda segundo a Sesap, a pessoa foi atendida no Hospital Giselda Trigueiro – uma das unidades de referência para atendimento a pessoas com suspeita da doença no RN – e está em isolamento domiciliar, com quadro de saúde estável.

Segundo o diretor do Hospital Giselda Trigueiro, André Prudente, não há qualquer indício de que o vírus esteja circulando no Rio Grande do Norte.

“Esse paciente chegou ontem de viagem, já doente, e não teve contato com ninguém, apenas com nossa equipe. Ele segue isolado”, afirmou.

O médico ainda afirmou que foi coletada amostra de exame para confirmação ou não da doença.

O primeiro caso de varíola dos macacos confirmado do estado começou a ser investigado em 23 de junho e foi confirmado na última sexta-feira (1º).

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o primeiro paciente com o quadro da doença confirmado é um homem de 40 anos, que está isolado em casa. O homem também teve histórico de viagem recente à Espanha.

A Secretaria de Saúde do RN emitiu uma orientação aos municípios para o tratamento da doença em hospitais. A rede de saúde estadual conta com um fluxo de atendimento, destacados os hospitais Giselda Trigueiro, em Natal, e Rafael Fernandes, em Mossoró, para tratamento de eventuais casos.

A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados.

Varíola dos macacos

Monkeypox é uma zoonose viral, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae, que se assemelha à varíola humana, erradicada em 1980. A doença causa febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão.

A infecção é autolimitada com sintomas que duram de duas a quatro semanas, podendo ser dividida em dois períodos: invasão, que dura entre zero e cinco dias, com febre, cefaleia, mialgia, dor das costas e astenia intensa.

A erupção cutânea começa entre um e três dias após o aparecimento da febre. A erupção tem características clínicas semelhantes com varicela ou sífilis, com diferença na evolução uniforme das lesões.

Chegada no Brasil

A infecção viral já se espalhou por mais de 30 países, incluindo o Brasil. O primeiro caso de varíola dos macacos no país foi confirmado na cidade de São Paulo no dia 8 de junho.

O paciente, um homem de 41 anos que viajou à Espanha, segundo país com o maior número de casos da doença, foi colocado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital.

Fonte: G1 RN.

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