Secretaria de Saúde emite alerta sobre risco de reintrodução da poliomielite no RN

Secretaria de Saúde emite alerta sobre risco de reintrodução da poliomielite no RN
Campanha nacional de vacinação contra a poliomielite. — Foto: Agência Brasil/via G1 RN
Campanha nacional de vacinação contra a poliomielite. — Foto: Agência Brasil/via G1 RN

A Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte emitiu nota de alerta aos municípios do estado, nesta sexta-feira (9) para solicitar esforço para alcançar as metas de vacinação contra a poliomielite.

No RN, 24% do público-alvo, composto por crianças, foi imunizado contra a doença no período de campanha, o que seria insuficiente para garantir a segurança da população contra a doença. A meta era de 95%.

“Grande parte dos 167 municípios estão em alto risco de reintrodução da poliomielite por apresentarem cobertura vacinal abaixo dos níveis mínimos esperados nos últimos anos”, informou a pasta no comunicado sobre o assunto à imprensa.

Nesta semana o Ministério da Saúde decidiu prorrogar a campanha de vacinação em todo o país, por causa da baixa cobertura. Originalmente, as ações ocorreriam até esta sexta-feira (9), mas vão continuar até 30 de setembro.

Entre as estratégias, o governo do RN marcou o Dia D de vacinação para o próximo sábado (17).

Poliomielite

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda, que provoca paralisia, geralmente nos membros inferiores. A doença é causada pelo poliovírus e pode ser transmitida por contato direto pessoa a pessoa.

Segundo as autoridades de saúde, a forma de transmissão mais frequente é pela via fecal-oral, mas também por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas ao falar, tossir ou espirrar.

Último caso aconteceu há 33 anos no RN

O último caso da doença registrado no Rio Grande do Norte RN ocorreu em 1989, em São José do Seridó. Segundo a Secretaria de Saúde, desde aquele ano, a cobertura vacinal nunca tinha sido tão baixa.

“Nós da Sesap encaramos a poliomielite com esse grave risco iminente de circulação do vírus em nosso país. Desde a erradicação em 1989, nunca havíamos tido uma cobertura vacinal tão frágil como a de hoje em dia. Essa cobertura baixa e o aparecimento da doença em outros países, como os Estados Unidos, nos coloca numa situação de alto grau de vulnerabilidade e se não avançarmos com a proteção a partir do processo de vacinação estaremos na vulneráveis ao retorno dessa doença que pode deixar sequelas irreversíveis a nossas crianças”, ressalta Kelly Lima, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap.

Na nota enviada aos municípios, a Secretaria solicita as gestões municipais fortaleçam as ações de vigilância epidemiológica das paralisias flácidas agudas e de vacinação, a fim de proteger as crianças menores de 5 anos e alcançar “altas e homogêneas” coberturas vacinais na rotina e nas campanhas.

Dia D de Vacinação

Uma das estratégias articuladas será a realização do Dia “D” de mobilização estadual no próximo dia 17 de setembro, além da ampliação do horário de funcionamento nos postos aos sábados ou em outros horários, como o turno da noite.

Entre outras ações, a Sesap sugere a busca ativa através das equipes de estratégia de saúde da família e parcerias com outros setores estratégicos para divulgação, como escolas, igrejas e sindicatos.

A vacina contra a poliomielite é indicada para crianças de 1 a menores de 5 anos. O esquema vacinal do Calendário Nacional de Vacinação é composto por três doses da vacina inativada poliomielite (VIP), administradas aos dois, quatro e seis meses, com a vacina oral poliomielite (VOP) aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Fonte: G1 RN.

Deixe um comentário