Com Unidades Básicas de Saúde fechadas, pacientes relatam longa espera para atendimento nas UPAS de Natal

Com Unidades Básicas de Saúde fechadas, pacientes relatam longa espera para atendimento nas UPAS de Natal
Foto: snowing/Freepik
Foto: snowing/Freepik

Com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) fechadas, os pacientes que precisam de atendimento em Natal estão encontrando as Unidades de Pronto Atendimento (Upas) superlotadas. Há relatos de até 5 horas de espera por atendimento.

As Unidades Básicas estão fechadas desde a última quarta (15) por causa da onda de ataques que vêm ocorrendo no RN. A situação piorou nos últimos dias por causa da onda de ataques criminosos no Rio Grande do Norte.

Com isso, os atendimentos nas UPAs têm demorado mais do que o esperado. A atendente de telemarketing, Anna Cristiane, mora no Planalto, e teve que ir à UPA de Cidade Satélite em busca de atendimento. Anna esperou cinco horas para ser atendida.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, uma reunião nesta terça irá definir a reabertura gradual das unidades básicas de Saúde.

O aumento da demanda de pacientes não é restrita à UPA de Cidade Satélite, profissionais de saúde que trabalham em outras Unidades de Pronto-Atendimento de Natal relatam a mesma situação. Na UPA da Cidade da Esperança e UPA Potengi, localizadas nas zonas Oeste e Norte, respectivamente, o aumento cresceu consideravelmente na última semana.

Uma profissional de saúde que trabalha na UPA Cidade da Esperança disse que a espera para iniciar o atendimento é superior a duas horas. “Em muitos casos os pacientes ficam aproximadamente seis horas, até a conclusão do atendimento”, informou a profissional que pediu para não ser identificada.

Na UPA Potengi, localizada na Zona Norte, a espera por atendimento com a equipe completa composta por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem demora cerca de 30 minutos. “Esses dias os pacientes estão esperando cerca de uma hora para dar início ao atendimento”, revelou um profissional de saúde que também não quis ser identificado.

Outra situação relatada pelos profissionais de saúde é o déficit de profissionais nas UPAS. Segundo eles, os contratos temporários venceram e a Secretaria Municipal de Saúde não encaminhou novos profissionais para repor o efetivo.

Fonte: G1 RN.

Deixe um comentário