Preocupações durante o dia atrapalham o sono e atrai a ansiedade noturna

Ansiedade noturna dificulta o sono, mas é diferente da insônia. Foto: Reprodução Internet

Se mesmo cansado e esgotado após um dia de trabalho estressante você não consegue relaxar e dormir, fica rolando na cama e permanece em estado de alerta, saiba que pode estar sofrendo de ansiedade noturna, condição caracterizada pela dificuldade de acalmar a mente devido às preocupações do cotidiano.

Como identificar ansiedade noturna

O acúmulo de ansiedade gerada ao longo do dia, quando não administrado no momento que ocorre, acaba se apresentando no período noturno, justamente no momento reservado para o descanso e para o sono reparador.

Preocupação, medo e nervosismo que aparecem na hora de dormir são experiências comuns de quem sofre de ansiedade noturna, assim como a dificuldade em pegar no sono, mesmo com esgotamento físico e despertares súbitos.

Insegurança em relação ao futuro e antecipação de acontecimentos ruins são fatores comuns que dificultam o desligamento dos problemas do dia a dia e atrapalham o relaxamento do corpo e da mente, fundamental para o sono. Sem conseguir dormir, portanto, a pessoa fica tensa, nervosa e entra em um ciclo vicioso de ansiedade que impede o descanso.

Como combater a ansiedade noturna

Ir para a cama somente quando o sono chegar, dar preferência a alimentos leves no jantar, praticar técnicas de meditação e respiração profunda antes de se deitar são medidas simples que ajudam a driblar a ansiedade noturna.

É importante ainda manter uma rotina regular de sono, com horários específicos, manter o quarto escuro, silencioso e livre de distrações, assim como evitar levar para a cama computador e celular, que podem aumentar a ansiedade e comprometer o descanso por causa da iluminação artificial dos aparelhos.

Caso o problema permanecer, o mais recomendado é sempre procurar um especialista psicólogo e/ou psiquiatra que podem ajudar a resolver situações mais graves.

Ansiedade noturna está se tornando comum. Foto: Reprodução Internet

Tipos de ansiedade

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O termo ansiedade funcional não chega a ser um diagnóstico de saúde mental reconhecido, mas sim algo abrangente que se refere a pessoas que vivem com ansiedade, mas que nem sempre apresentam os sintomas típicos e esperados da condição.

O paciente com ansiedade funcional externamente pode parecer calmo, controlado e até bem-humorado, sempre disponível e ativo, sem deixar transparecer que, por dentro, luta constantemente contra uma energia nervosa, um medo do fracasso e de desapontar os outros e a si mesmo.

Ou seja, como o próprio nome diz, embora o indivíduo internamente lide com os sintomas da ansiedade, ela não o torna disfuncional, não impede que ele levante da cama e cumpra com suas obrigações, por exemplo.

Como saber se sofro de ansiedade funcional

Os sintomas de ansiedade funcional podem ser bastante variados e até mesmo ter aspectos considerados positivos em alguns casos. Confira alguns dos sinais que podem indicar um possível quadro da condição:

Comportamento ativo e alegre;

Pontualidade nos compromissos;

Organização excessiva;

Visual impecável;

Necessidade de agradar sempre os outros;

Dificuldade em dizer “não”;

Medo de desapontar;

Hábitos nervosos (com estalar os dedos e morder os lábios);

Dificuldade para relaxar e pegar no sono;

Incapacidade de aproveitar o momento, sempre esperando o pior;

Fadiga mental e física.

Ansiedade funcional: diagnóstico e tratamento

Se você nunca foi diagnosticado como tendo ansiedade e se reconhece nos sintomas acima, é importante marcar uma consulta com um médico para, através da avaliação dos sinais, confirmar ou descartar a condição, já que não existe um exame clínico que possa identificar com exatidão a doença

Uma vez diagnosticado com ansiedade funcional, o paciente pode precisar fazer uso de medicamentos indicados por um psiquiatra, apostar em terapias alternativas de relaxamento e acompanhamento com um psicólogo para terapia contínua.

Fonte: Vix.com

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